Primeira Air abre falência: 4 rotas canceladas em Faro, 2 no Funchal e 1 em Ponta Delgada


Era a sensação da indústria aeronáutica europeia de quem todos os analistas falavam. De uma pequena transportadora charter dinamarquesa caminhava para se tornar num dos nomes mais relevantes do setor de baixo custo transatlântico com o anúncio de novas rotas de cidades europeias para cidades do leste  dos EUA e Canadá, depois de haver encomendado sete novíssimos A321 NEO LR, "long range", alguns dos quais recebidos apenas há semanas, e, ainda, 18 também novíssimos Boeing 737MAX9

Com bases em Copenhaga, Billund, Aalborg, Reiquejavique (Keflavik), Estocolmo (Arlanda), Londres (Stansted), Paris (CDG) e Gotemburgo, a empresa vinha levando a cabo um arrojado plano de expansão com voos de longo curso à partida de diversos aeroportos europeus para Toronto, Washington, Boston. Nova Iorque (JFK e Newark) e Montreal. As lista impressionante de próximas bases para voos transatlânticos, a abrir em 2018 e 2019, incluía Birmingham, Berlim (Tegel), Madrid e Frankfurt, prometendo voos para os EUA por 149 euros.


Seguiu-se um crescendo de custos: em resposta à falta de equipamento próprio, resultante dos mencionados atrasos na entrega das aeronaves novas, foi necessário recorrer cada vez mais às companhias de fretamento de aviões para realização de voos pontuais as quais, num mercado cada vez mais complexo, têm aproveitado para subir os seus preços levando à escassez de disponibilidade.

Assim, para os observadores mais informados não constitui, pois, surpresa o repentino comunicado da madrugada de 2 de outubro anunciando que não mais seriam operados quaisquer voos e que as linhas e centros de contacto da empresa já não dariam resposta, deixando milhares de passageiros pelo mundo.

Em Faro, foram já cancelados os voos desta terça feira dia 2 de Kemi, na Finlândia,  e para Jyvaskyla, também na Finlândia. Além destas rotas charter, a empresa assegurava voos regulares de Faro para Copenhaga e Billund, no que representa mais uma perda de operações num aeroporto que se vem ressentindo da falência de alguns dos seus maiores operadors, como o Monarch ou a Air Berlin, com inevitável perda de tráfego.

Também no Funchal são perdidas duas rotas (charters para Gotemburgo e Oulo) e, em Ponta Delgada, a rota regular para Copenhaga. 

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