INAC publica estudo "O impacto das transportadoras de baixo custo em Portugal de 1995 a 2011"


Nos primórdios dos anos 90, o mercado aéreo europeu dava os seus primeiros passos na desregulamentação removendo obstáculos à liberdade de operações por parte das companhias dentro do espaço europeu. Em Portugal, por exemplo, a mudança foi imediatamente visível: a TAP Air Portugal viu entrar no mercado a sua primeira grande concorrente nacional, a Portugália, lançando primeiro voos domésticos para Faro e Porto mas mais tarde se lançando nos voos internacionais.

Contudo, dos mais dinâmicos nessa liberalização foi o mercado inglês e irlandês que souberam rapidamente importar os conceitos d eviagens fáceis, baratas e desprovidas de grandes luxos que, naquele tempo, eram já tónica do mercado americano. Potenciados pela expansão da Internet (e concomitante facilidade de reserva de lugares), foi muito fácil a transportadoras como a easyjet ou a Ryanair passarem de um negócio quase exclusivamente de reserva via telefone para a rede de internet.

Portugal foi, desde cedo, um dos primeiros e principais destinos das transportadoras low cost dado que o seu berço europeu foi, como acima se disse, o Reino Unido e a Irlanda, países de forte mercado emissor de turistas para o Algarve. Assim, ainda muitos países não haviam conhecido o fenómeno e já em Faro abundavam várias companhias low cost como a Go Fly, projeto da British Airways mais tarde adquirido pela easyjet que chegou a ter uma então espectacular frota de 27 aeronaves.

A evolução, em território nacional, foi, assim, de sul para norte acompanhando a dinamização do setor em toda a europa banalizando-se em Faro, entrando em Lisboa e dominando, via Ryanair, o Porto.

No entanto, mais do que um tipo de companhia, começa hoje a ser quase ridículo falar-se em companhias de baixo custo uma vez que, de uma forma ou de outra, a fórmula tornou-se, isso sim, num modelo de negócio praticamente "standard" de toda a indústria à medida que as "clássicas transportadoras baixo custo" como a Ryanair sobem a tarifa média (alguém se lembra das promoções de voos a 1 cêntimo, agora completamente extintas?) e as transportadoras de linha tradicional como a TAP e Lufthansa baixam as suas tarifas promocionais a níveis históricos (Já não raras, por exemplo, as tarifas TAP para o Funchal ou para Madrid a Eur 39.-).

Tudo isto é estatísticamente analisado num interessante estudo publicado, passado mês de dezembro, pelo Instituto Nacional de Aviação Civil português, denominado "O impacto das transportadoras de baixo custo em Portugal de 1995 a 2011" e que vale a pena ser lido por quem se interesse ou acompanhe os desenvolvimentos do mercado da aviação comercial em Portugal.

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