Air Berlin em forte cortes da sua operação: Lisboa e Porto suprimidos?


Já se sabia que a Air Berlin não estava na melhor forma: a aquisição por parte da Etihad Airways, prestigiada transportadora do Abu Dhabi,  acabou por ser o balão de oxigénio de última hora que, pela injeção de pouco mais de 225 Milhões de Euros, permitiu à segunda maior companhia aérea alemã continuar a voar. A contrapartida de semelhante investimento foi a profunda restruturação das operações das companhias do grupo, implicando a adesão a uma aliança - já efetuada - e a supressão, até ao momento, de cerca de 100 rotas como por exemplo a de Faro para Nuremberga ou do Funchal para Dresden.

No entanto, a companhia com mais de 160 aeronaves não se ficará, aparentemente, por aqui: nos últimos dias anunciou já a supressão de linhas dentro de mercados não tão atingidos pela crise da dívida, retirando, por exemplo, as ligações de Hamburgo para Karlsruhe, de Helsínquia para Dusseldorf, de Zurique para Hamburgo, ou e em linha com as supressões generalizadas de operações no sul da Europa, de Estugarda para Milão e Barcelona.

As medidas seguem de perto o plano de contingência (aqui, em llink, para documento PDF) criado pela transportadora que procura rápida e ativamente reduzir, a todo o custo, a dívida acumulada da transportadora. Os desafios identificados são, essencialmente, a subida dos custos produtivos (em particular, o combustível) e as condições adversas numa série de mercados chave da companhia: na Alemanha, a incerteza e o comportamento cauteloso dos consumidores; na Grécia a deterioração das relações germânico-helénicas, em Espanha a subida sem limites do desemprego, a queda abrupta da produção industrial italiana e, ainda, o perigo de reestruturação da dívida em Portugal.

A resposta a aplicar, nas próximas semanas, passará pela forte redução das operações, sobretudo em Espanha e em face da subida das taxas aeroportuárias, mas também noutros mercados europeus como Portugal, na subida da tarifa mínima e média e, ainda, na redução da frota e venda de aeronaves e lançamento de rotas para mercados onde o yeld e o rendimento por lugar se mantenha alto como, por exemplo, os Estados Unidos: a transportadora anunciou já o incremento das rotas de Dusseldorf para Miami e Los Angeles e o lançamento de um voo diário Berlim-Chicago a partir de próximo Março.

Relativamente à operação em Portugal - aonde a empresa está presente em Faro (Air Berlin e, também, Niki), Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada, antecipam-se já variados cortes nas ligações de Lisboa e Porto. Alguns observadores têm, nos últimos dias,  dado forma a alguns rumores ainda não confirmados que a empresa se prepará, por exemplo, para cancelar por completo a sua operação no Aeroporto de Porto, de onde vem assegurando voos diários para Palma de Maiorca.

Contudo, confirmável é, apenas e até ao momento e por consulta do site de reservas da transportadora, a redução da frequência da rota Porto-Palma de Maiorca de diária, no Inverno de 2011, para apenas 2 voos por semana (Inverno de 2012). O desinvestimento da Air Berlin não surpreende dado que a Ryanair anunciou, recentemente, o início das suas operações na mesma rota. Esperam-se, no entanto, mais novidades nas próximas semanas...

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