novas taxas aeroportuárias em Espanha: Ryanair impõe pagamento extraordinário aos passageiros e Vueling denuncia "estratégia suicidária" do Estado espanhol


A (quase repentina) subida das taxas aeroportuárias em Espanha, resultado de um orçamento retificativo de Estado apresentado e aprovado pelo Executivo de Madrid continua a provocar, desde do começo da sua vigência passado dia 1 de Julho de 2012, inúmeras reações críticas por parte da indústria e associações de empresários do setor e passageiros.


Os aumentos, aplicados, por razões de austeridade e carência financeira, a todos os aeroportos espanhóis, traduziu-se na imposição de novas taxas 10 a 100% superiores às até aqui praticadas, tendo como especiais exemplos os aeroportos de Madrid (onde a taxa passou de Eur. 6.95.- para 14.44.-) e Barcelona (onde o El Prat passa a cobrar Eur. 13.44.- em vez de Eur.6.12.- por passageiro).

Ora, tal incremento implica, desde logo, um especial impacto para as transportadoras aéreas que, nos últimos tempos, vêm sendo confrontadas cada vez mais com o fator tarifário como eixo principal da sua procura, sendo tal particularmente relevante nas transportadoras de baixo custo, consabidas operadoras de um esquema marcado pelo estrito controlo de custos.

Em face disto, se a easyJet não tardou em fazer as malas e anunciar a retirada dos seus 8 aviões e encerramento da base de Madrid, a Ryanair anunciou aos seus passageiros com reservas efetuadas antes de 1 de Julho para voos a seguir a essa data com partida ou chegada a Espanha, que imporá automaticamente o incremento do custo utilizando, para tal, os cartões de crédito fornecidos, naquilo que se assume como uma atitude inédita da companhia.

A Vueling, que seguiu a mesma orientação, tem sido umas das mais críticas repercutindo, sempre que possível em toda a imprensa, a sua consideração de que tal aumento será suicidário para a indústria espanhola. A transportadora acrescenta, ainda, que o aumento será, na generalidade, superior a 10 euros por passageiro em todas as suas rotas. Como estratégia a seguir, a empresa anunciou desejar aumentar a sua quota de mercado de Negócios de 40 para 50% (um mercado tradicionalmente menos sensível a estas variações tarifárias), apostando nas rotas de segmento essencialmente citadino e, também, na procura de dinamização de outras bases fora de território espanhol.

As companhias tradicionais, muito embora não tendo solicitado pagamentos adicionais aos seus passageiros como fizeram já algumas transportadoras de baixo custo, preparam-se para assumir o aumento desse custo sendo que, no entanto, se assume provável que tal incremento venha a ser incorporado na tarifa média dessas transportadoras à partida do mercado espanhol.
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