a nova LATAM e as consequências para a privatização da TAP


A fusão da transportadora brasileira TAM e da chilena LAN foi aprovada, recorde-se,  pelas autoridades da concorrência do Brasil  - o CADE -com algumas restrições: a companhia resultante desta operação de junção, detentora de 220 aeronaves e voando para 115 cidades,  deverá fazer parte de apenas uma aliança internacional de empresas aéreas.

Ora, sabendo que a brasileira 
 TAM está na Star Alliance, ao lado da TAP, da Lufthansa, da Air New Zealand e da americana United, entre outras e, por outro lado, que o Grupo LAN está na aliança One World, com American Airlines , British Airways e Iberia, resta-nos pois especular sobre onde se virá a inserir este novo grupo gigante, tão apetecível para uma como para a outra aliança.

Contudo, uma das outras condições impostas pela Autoridade da Concorrência foi que a nova companhia aérea LATAM não faça parte, por razões de manutenção da concorrência no mercado, de uma mesma aliança de onde faça parte a transportadora Copa Airlines, do Panamá.

Assim, e sabendo-se que a COPA, juntamente com a colombiana Avianca e a pan-centro americana TACA (estas duas últimas, transportadoras detidas pelo grupo Avianca_TACA) aderiram, recentemente e há apenas alguns dias,  à aliança "Star Alliance", parece óbvio concluir que a TAM, parte deste novo grupo LATAM, deverá, a breve trecho, abandonar a Star Alliance ingressando, ao invés, na rival One World liderada pela IAG, a gigantesca holding detentora da IBERIA e da British Airways.

Aqui chegados, dever-se-à concluir, com alguma dose de probabilidade, que a grande perdedora acaba por ser a germânica Lufthansa, que verá fugir-lhe o estratégico aliado no gigante Brasil, um dos mercados globais que mais cresce e mais sustenta os mais elevados níveis de rentabilidade nos voos de longo curso à partida da Europa.

Não obstante, tudo isto deverão ser boas notícias para a TAP Portugal. A Star, com a TAM, não precisava da TAP: a TAM assumia-se como a grande especialista do mercado da américa do Sul no seio da Aliança sendo que a TAP, não obstante a maior companhia aérea europeia no que toca a voos para o lucrativo Brasil, se arriscava a enfrentar a marginalidade.

Face ao muito provável divórcio entre a TAM e a aliança Star Alliance, é também muito provável que a alemã Lufthansa se empenhe, agora e muito mais, no processo de privatização da TAP, esta última tornada, assim  e recentemente, como a mais bem colocada arma na guerra pelo domínio do mercado do Atlântico Sul que a Star trava com a rival Oneworld.


[esta e demais notícias e promoções, também na página facebook do AIR LOW COST INFO. Consulte, também, anossa versão para dispositivos móveis]


Comentários

EMBARQUE POPULAR