Olympic abandona operação na Europa ocidental

(foto de Andy Graf)

É um dos sinais do colapso sem freio do aparelho produtivo grego. A Olympic Air anunciou, hoje, o abandono da sua rota bi-diária de Atenas para Amesterdão com efeitos a partir de 25 de Março, traduzindo-se tal decisão no abandono da operação daquela que já foi porta estandarte público da Grécia por todo o mundo das suas operações na Europa ocidental. O mapa de rede da transportadora grega fica praticamente reduzido a apenas operações domésticas e a algumas - poucas - ligações para capitais dos Balcãs, Tel Aviv e Cairo.

A Olympic Air é, recorde-se, o resultado da privatização da antiga, prestigiada mas deficitária,  transportadora de bandeira helénica Olympic Airlines, ocorrida em 2009. A companhia aérea, fundada em 1957 por acordo do Estado grego com a poderosa e conhecida família Onassis, chegou a ter ao seu serviço aeronaves como o 747 ou o A340, chegando a voar regularmente para aeroportos distantes como Tokyo, Sydney ou Nova Iorque. Em 2009, e na sequência de uma muito contestada operação de privatização, a antiga empresa foi vendida a uma privada, de seu nome Olympic Air, que apenas absorveu 5000 dos 8500 funcionários, ficando, no entanto, com todos os ativos da transportadora adquirida.

Não obstante, a exploração económica da empresa -agora em mãos privadas - tem sido continuamente deficitária, tendo sido tentada uma fusão entre a Olympic e a Aegean, outra transportadora grega, bloqueada pelas Autoridades de Concorrência da União Europeia.

No meio da tormenta grega, a Olympic vai reduzindo cada vez mais as suas operações tentando, aparentemente, focar-se em domínios de nicho não concorrenciais: tem, por exemplo, em curso uma campanha de voos a 57 Euros, taxas incluídas, para Tel Aviv.

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