Malev fecha portas depois de 66 anos...e Ryanair lança uma base e 31 novas rotas em Budapeste em poucas horas


A estatal húngara Malev, porta estandarte da Hungria durante 66 anos, encerrou hoje, às 6 da manhã e de forma repentina, todas as suas operações.  A empresa, fundada no pós II Guerra Mundial com material soviético, e cujo desenvolvimento ficou associado às cores do regime comunista húngaro, e que durante décadas até à Democracia de 1989 expandiu a sua atividade para os países da orla soviética de interesses geopolíticos e económicos em todo o Mundo, não aguentou o embate da decisão da Comissão Europeia de, em obediência aos comandos do Direito Comunitário da concorrência, ordenar o reembolso imediato de ajudas estatais do Governo de Budapeste no valor de 130 Milhões de Euros.

Numa situação de rutura completa de tesouraria, a braços com uma restrição ao crédito inigualável em resultado da crise e tensão política económica que opõe o Governo de Budapeste e o Executivo nacionalista de Viktor Orbán às autoridades políticas e financeiras internacionais, a empresa foi, segundo o seu comunicado oficial desta manhã, incapaz de resistir à avalanche de solicitação repentina de pagamento pelos seus credores nacionais e internacionais. A vertigem dos acontecimentos desta manhã iniciou-se com a recusa, pelo pessoal de handling do Aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, em dar assistência a um aeronave da Malev que tinha voo marcado de regresso a Budapeste. Tratava-se, àquela hora, do único avião estacionado em solo não húngaro.

A transportadora estatal assegurava ligações da capital húngara para um total de 50 cidades e lança para o desemprego cerca de 2600 trabalhadores, fazendo Budapeste perder em poucas horas grande parte das suas rotas.

Surpreendentemente rápida - até para os seus usuais standards - foi a low cost Ryanair, que despachou um membro da sua Direção esta manhã para Budapeste ajustando, em poucas horas e apenas esta manhã, o lançamento de uma base na capital húngara de onde assegurará já daqui a duas semanas (!) e com 4 aviões, o lançamento de 31 novas rotas.

A empresa irlandesa - que apenas há alguns dias havia anunciado o seu regresso a Budapeste com apenas 5 rotas- informa que os detalhes finais estão ainda a ser negociados durante o dia de hoje mas que, face ao parqueamento que operou de 80 aeronaves este Inverno, dispõe da capacidade necessária para iniciar, de forma rápida e imediata, as ligações para um total de 31 cidades à partida de Budapeste.

Por seu turno, a low cost de capitais polacos e húngaros Wizzair, concorrente da Ryanair e que detém já uma base em Budapeste, deverá, em face do colapso da Malev, anunciar nos próximos dias desenvolvimentos da sua atividade dado que a entrada vertiginosa da Ryanair num dos seus mercados poderá implicar a necessidade de rever a sua oferta.

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