easyJet extingue possibilidade de pagamentos sem taxas dos seus voos - nova taxa obrigatória de 11 Euros


A easyJet, empresa britânica de viagens a baixo custo e, no que toca ao número de passageiros transportados, segunda maior companhia aérea a operar em Portugal, procedeu, passado dia 12, a uma pequena alteração no seu sistema de pagamento de tarifas que implicará uma subida não negligenciável da sua tarifa média.

A modificação - levada a cabo de modo algo silencioso - importou uma redefinição do conceito de taxa cujo alcance vai para além da mera semântica. Ao alterar o nome das taxas cobradas de "taxa de reserva" para a nova e agora praticada "taxa de administração", a easyJet pretende adaptar-se ao novo regime jurídico inglês e às intenções anunciadas pelo Governo de Londres de vir a combater a existência de taxas de reserva no mercado de aquisição de serviços online.

A redefinição conceptual da taxa praticada pela easyjet - que a empresa diz contribuir para a clarificação da sua estrutura tarifária - trouxe, consigo, a abolição da opção de pagamento dos voos com Visa Electron, única hipótese de pagamento sem taxas de um bilhete da transportadora. Recorde-se que os clientes portugueses podiam fazer-se valer dessa possibilidade através da utilização do serviço MBNet para se isentarem do pagamento de taxas. Contudo, tal tornou-se, agora, completamente impossível.

Assim, e após se escolher uma tarifa no motor de reservas da empresa, o cliente terá ainda que pagar uma taxa - dita de "administração" -obrigatória de 11 Euros/9 Libras. E se não tiver cartão de débito com CVV - o que sucede em Portugal na larga maioria dos clientes bancários - terá, ainda, que pagar mais 2,5% sobre a tarifa, com um mínimo de mais 6 Euros/5Libras.

Ou seja, a subida efetiva da tarifa pode, para um cliente português, chegar ao 17 Euros.

Estas sucessivas subidas de custos nas estruturas tarifárias das transportadoras de baixo custo traduzem-se, cada vez mais, numa erosão daquela que vinha sendo até aqui a principal vantagem comparativa do produto das low cost - as tarifas baixas -sendo que, de forma notória, sai, por vezes, já bem mais barato ao passageiro voltar às companhias clássicas.

Para tanto, vejamos um exemplo: a rota LISBOA -MILÃO

A tarifa mais barata encontrada para os próximos 10 meses é, na easyJet, apenas o do voo de 1 de Fevereiro: 23 Euros

As 23 Euros anunciados somar-se-à a taxa obrigatória ora anunciada de 11 Euros, perfazendo um total de 34 Euros. Se o passageiro português não tiver cartão de débito com CVV, o que acontece na larga e vasta maioria dos casos, o preço final subirá para 40 Euros. Se precisar de uma mala, o preço será de 17 euros, fazendo o total chegar aos 57 Euros. Se, mais ainda, quiser uma sandes e uma bebida a bordo, poderá ter que despender, no mínimo e em face dos preços da ementa a bordo da easyJet, 7 Euros, elevando o total para 64 Euros.

A TAP por seu turno tem disponível, para a mesma rota e voando para o mesmo aeroporto - Malpensa, uma tarifa de 58 Euros que inclui mala de porão, milhas que permitem acumular pontos para prémios e refeição ligeira e bebida a bordo. Inexistem taxas de pagamento para clientes que paguem por multibanco - o que podem fazer até 24 horas depois de reservarem online - e a taxa de administração está incluída na tarifa apresentada, ao contrário da easyJet. Mais acresce que a tarifa tudo incluído da TAP por 58 euros é facilmente obtida, estando disponível para variadíssimas datas em Março, Abril...ao passo que a mínima da easyJet aqui tomada como exemplo dificilmente se encontra para além do referido dia 1 de Fevereiro.

O mesmo se diga para outras rotas: a TAP tem disponibilizado voos de Lisboa para o Funchal por 36€, para Berlim a 50€ ou do Porto para Barcelona a 39€.

E a IBERIA disponibiliza voos de ida e volta de Lisboa para Madrid, com todos os gastos incluídos, por 51 Euros....

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