Irlanda reduz o seu "Travel tax" | Aer Lingus reage lançando novas rotas mas Ryanair mantém críticas


O Governo de Dublin anunciou, na semana passada e a propósito das medidas de relançamento da economia, a redução da taxa extraordinária imposta aos passageiros dos aeroportos irlandeses de 10 para 3 euros. Recorde-se que a imposição da taxa ocorreu com o fito de aumentar a cobrança fiscal do Estado, numa decisão que foi amiúde classificada como desastrosa pelas companhias aéreas e que levou, segundo alguns analistas de mercado, a uma brutal redução de passageiros no aeroportos irlandeses.

À situação não será alheio o facto de a Irlanda ser uma mercado extremamente concorrencial em resultado da forte presença da Aer Lingus, e da Ryanair, companhias low cost. A última tem sido, até, uma feroz crítica da referida taxa de dez euros, não raras vezes emitindo comunicados destinados a culpar a política fiscal do Estado Irlandês pelo colapso do número de passageiros.A Ryanair, recorde-se, tem reduzido sucessivamente as suas operações na Irlanda culpando, de forma recorrente, a existência da taxa pela inviabilidade das suas operações irlandesas.

Um dos duelos mais conhecidos da Ryanair tendo por base a alegada ineficiência causada pela taxa foi travado com as autoridades aeroportuárias de Shannon e terminou com o encerramento da base naquele aeroporto do oeste irlandês e concomitante término da ligação a Faro.

Não obstante, o Governo irlandês diz-se disposto a ceder na redução da taxa com efeitos a partir de Março de 2011 (ou seja, a tempo do início, no final desse mesmo mês, das operações de Verão) mas apenas se as companhias aéreas, até aqui tão críticas, responderem com o relançamento de rotas ou novos investimentos.

Se a Ryanair declarou já não ser suficiente esta redução porquanto, entretanto, sofreu já aumentos das tarifas aeroportuárias na ordem dos 40% por imposição da DAA - Dublin Airport Authority -, a Aer Lingus respondeu com o lançamento de novas rotas à partida de Dublin para Izmir, na Turquia, Estugarda, na Alemanha, e Perpignan, em França e, esta última, em directa concorrência com a Ryanair.

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