easyJet 2017 para Faro: do regatear à colecta.

O suplemento de viagens do prestigiado diário inglês 'The Independent' deu recentemente a conhecer um episódio que começa a ser uma ameaça para o marketing e relações públicas da poderosa low cost easyJet.

A situação ocorreu no voo 2017 da empresa britânica, à partida de Londres (Luton) para Faro, na primeira semana do corrente mês de Junho. Quarenta minutos depois de os passageiros terem embarcado o Boeing 737/700 escalado para cumprir o voo, foram aqueles informados que a aeronave se encontrava cerca de 100 quilogramas demasiado pesada pelo que um passageiro do sexo masculino, e sua bagagem, deveriam desembarcar do avião, assim se possibilitando o início da viagem para a capital algarvia. Tal deve-se à necessidade de, por um lado, terem as companhias que observar estritos limites de peso em função do combustível que se pensa vir a ser gasto para determinada viagem e, por outro, de se assumir qu um passageiro do sexo masculino será, em teoria, mais pesado que outro do sexo feminino.

Para tanto, o pessoal de bordo ofereceu, a quem aceitasse partir, uma noite num hotel, um lugar no primeiro voo da manhã seguinte e ainda 250 Euros de indemnização. Ninguém aceitou a proposta da companhia, segundo a notícia publicada pelo referido jornal.

Perante a recusa, o pessoal de bordo informou os passageiros que a oferta seria extensível a um acompanhante, dado que muitos passageiros viajavam, naquele dia, acompanhados.

Mesmo assim, ninguém aceitou, tendo, então, um passageiro se oferecido para deixar o avião se lhe pagassem 500 euros. O regozijo dos restantes passageiros não foi acolhido pela transportadora que, minutos depois, instruia a sua tripulação para não aceitar a proposta e se preparar para desembarcar os últimos passageiros a fazerem o check in para aquele voo.

Do jogo da roleta russa, saiu no "sorteio" um casal sénior que, apoiado pela maior parte dos passageiros, se recusou a abandonar a aeronave.

Pressionada, a empresa decidiu então nova estratégia: 7 malas seriam retiradas aleatoriamente do porão, entre as mais pesadas. O novo plano teve igual nível de protesto ao vários passageiros dizerem ter medicação e equipamento para bebés.

A solução viria quando os passageiros se uniram para fazer uma colecta entre si de 250 euros de extra para o passageiro que se havia voluntariado. E o voo pôde, finalmente, descolar para Faro.

Comentários

Anónimo disse…
Impressionante! E quanto perdeu a companhia enquanto o avião estava no chão a "negociar" com os passageiros? Não teria sido mais rentável meter mais um pouco de combustivel?
Ric disse…
Incrivel..Negociações a bordo para ver quem quer adiar a sua viagem, se bem que com hotel e 250€ não é nada mau se a pessoa não tiver compromissos no destino. Eu aceitava! =D
A propósito, lembro-me que quando eu ainda trabalhava com a easyJet não havia nada disto. Se o avião estivesse muito pesado eram simplesmente descarregadas coisas secundárias (Sacos de golfe, pranchas, etc..) e essas sim seriam enviadas no próximo voo, o que de certeza poupa muito mais dinheiro à companhia.

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